Hotelaria e as novas prioridades

Hotelaria e as novas prioridades

A SAÚDE, A ALIMENTAÇÃO, A SUSTENTABILIDADE E A HOTELARIA
As motivações prioritárias que estão a mudar as regras do jogo da oferta. A solução é evoluir!

Num artigo recente da Marketeer “Mudanças no shopper português”, os números apresentados pela Nielsen Portugal, demonstram que: os consumidores europeus estão em crescente mudança nas suas motivações e comportamentos: a procura está a evoluir mais rápido do que a oferta.

São quarto as principiais áreas de preocupação e foco que influenciam na hora de escolher Marcas: saúde, sustentabilidade, envelhecimento e o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. Aqui vou focar em duas que são oportunidades para a hotelaria.

A SAÚDE É OURO
É uma das áreas de maior expressão e transversal a toda a Europa, com 50% da população a desejar perder peso e mais de 30% dos consumidores a desejar ter uma maior oferta de produtos saudáveis e naturais. As pessoas estão dispostas a pagar mais pelos benefícios de produtos 100% naturais e autênticos, por isso somos muito exigentes e selectivos com as mensagens “comerciais”: não vale a pena mentir, é a Marca que paga.

A ALIMENTAÇÃO CONSCIENTE
A natural evolução é deixar as dietas e conquistar o equilíbrio diário, uma prioridade evidente. A solução é que todos os dias sejam feitas escolhas para promover a saúde, deixando de lado o excessivo consumo de drogas legais: como o sal, o açúcar, as farinhas brancas, os alimentos processados, os sabores artificiais e claro, o álcool. A procura por alimentos naturais, orgânicos e biológicos, alternativas de alimentação que permeiam o respeito pelo o nosso corpo… Já se questionou porque é que a OMS mudou a roda dos alimentos?

A SUSTENTABILIDADE COMO PARTE INTEGRANTE E REAL
A maior revolução que estamos a assistir não é tecnológica e sim de Consciência: eu escolho quem respeita o que valorizo, o planeta está no topo. Mais de 60% dos consumidores a nível global pagam mais por marcas que assumem o seu compromisso real com a sustentabilidade. Em Portugal são já 58% que representam essa disponibilidade, aliás a tendência “guilty free status” é bem expressiva, exemplo:“quero que as Marcas que eu compro sejam responsáveis e sustentáveis, assim ao pagar 700€ por uma noite num hotel, sei que estou a contribuir positivamente para uma causa maior, através da Marca onde estou a dormir.” O mesmo se aplica para tarifas mais modestas.

A Sustentabilidade e Responsabilidade Social são temas que a todos dizem respeito, existem para ser reais e honestos, aplicados e vividos por cada Marca que assume como parte da sua cultura e não apenas quando é conveniente, nesse caso é melhor abordar o tema com honestidade.

A HOTELARIA COMO UM TODO
Qual a resposta dos hotéis a esta mudança de paradigmas? Será que as marcas estão dispostas a evoluir para uma abordagem mais holística do cliente? Acredito que a integração de nutricionistas nas equipas de F&B é um passo inevitável para a credibilidade das propostas de comidas e bebidas, quem sabe se serão as próximas estrelas?
O desafio é mais mudar mentalidades do que paredes. Estar alinhado com uma forma de estar e viver de forma mais saudável está muito além de ter um “spa” e leite soja ao pequeno-almoço dentro de uma embalagem ao fundo da sala. O segmento Wellness é prioritário e deve estar presente nas estratégias de Marca, Marketing,Vendas e Recursos Humanos, após um sério trabalho de reflexão, analise e criação de novos produtos e serviços que respondam directamente às novas e reais necessidades humanas.

Portugal para além de ocupar um lugar de destaque a nível internacional, faz parte do seu desígnio, é um dos destinos naturalmente procurado ano após ano e perfeito para a época alta Wellness: Outubro a Abril.


Fontes: Markteer, Nielsen Portugal

Ana Cristina Guilherme

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